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Picasso no Metropolitan

Depois de alguns dias batendo perna na cidade de NY e à base de “Ice Tea” pra não secar neste deserto de asfalto, descubro lugares bizarros, modernos, uns chiquérrimos, outros nem tanto, bares underground com jazz de primeira, caminho pelo “Sky Line” para me sentir por cima, como salada para não perder tempo e chego ao “Metropolitan”.

Exposição com mais de 300 obras! Picasso (1881-1973) foi um dos artistas que mais influenciou a arte no século XX. Seu trabalho teve um impacto de transformação na pintura, escultura e gravura em todo mundo.

Entre muitas obras, “O retrato de Gertrude Stein” (1906) chama atenção por ser o primeiro trabalho do artista, adquirido pelo Museu em 1946. Desde então, o “Met” tem uma das maiores coleções do mestre nos EUA. Gertrude era expatriada, tinha inúmeros trabalhos de Picasso e foi uma das responsáveis por introduzir seus desenhos e pinturas aos “art dealers”, colecionadores e artistas nos EUA.

 Tem Fase Azul, Cubismo, desenhos em pastel, que aliás, são magníficos, gravuras e a série “347 Suite”, na qual mostra uma narrativa elaborada com erotismo e irreverência e que fala sobre Celestine, uma mulher de “vida fácil”.

Picasso produziu as 347 gravuras entre março e outubro. A série mostra quão virtuoso ele era em ponta seca, água tinta e “etching”. É uma exposição imperdível para quem está em NY.

Saí do Museu, entrei no Central Park, deitei num banco, na sombra e fiquei olhando o céu por meia hora. Senti que todas aquelas imagens precisavam ter o céu como repouso. Não podia simplesmente voltar para o hotel a pé ou de ônibus, recebendo informações visuais cotidianas e deixar para trás toda aquela beleza que tinha visto. Assim, registrei.

Vamos deixar o “momento” do velhinho devasso do Central Park para o próximo post? Quero que vocês, assim como eu finalizasse esse texto registrando ao menos uma obra de Pablo Picasso.

Patricia Kaufmann