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Título:
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Marilyn e JFK |
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Sinopse:
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"ELES NÃO ERAM SANTOS", por
Palmério Dória>>
Dizem que o anjo da guarda dos Kennedy era um incompetente. O da família Mortensen não ficava atrás. Quando viram Norma Jeane Mortensen, já conhecida no mundo inteiro como Marilyn Monroe, com os Kennedy Brothers, John e Robert, podem ter decidido entregar os pontos e jogar a toalha depois de lavar as mãos.
Esse talvez seja o único fato não mencionado por François Forestier no livro Marilyn e JK, editado pela Objetiva. O resto está tudinho em suas 214 páginas, um campacto simples que devassa a vida do presidente, da estrela e, de quebra, a própria sociedade americana naqueles tempos.
É surpreendente. Um jornalista francês, biógrafo e crítico de cinema da revista Nouvel Observateur, armado de farta documentação e pesquisa, parte para um primoroso trabalho de demolição. Não sobra pedra sobre pedra de Camelot, como é chamado o curto reinado dos Kennedy na Casa Branca. Era a pessoa certa.
De cara, Forestier entrega o jogo. Confessa que tem a má índole necessária para a tarefa. E vai contando tudo o que interessa, em ritmo eletrizante, com pena afiada, desde sua origem, as tragédias americanas que abalaram o mundo para sempre: a morte de Jack, a morte de Marilyn, a morte de Bob. E outras tantas ligadas ao mesmo novelo. À mesma novela, que mistura: mafiosos; políticos sem qualquer escrúpulo; líderes sindicais alucinados; canalhas de colarinho branco; astros do cinema, da música e do esporte; chefões dos grandes estúdios:um festival de escutas e grampos da CIA, FBI e KGB, sem contar os detetives particulares; e sexo em doses cavalares. Com destaque para Marilyn e Jack, que pegam tudo o que se move, sempre com alguém na escuta.
Tudo -- o romance de Marilyn e John -- começa em 1954, mais ou menos no momento em que ela passa, sem que o marido Joe DiMaggio (o Fred Astaire do beisebol) perceba, seu telefone ao então senador, acompanhado de Jackie, numa big party em Hollywood. E termina mais ou menos no momento em que ela, com voz de sexo e um vestido transparente, sem nada por baixo, canta Happy Birthday para o seu “The Prez” no Madison Square Garden lotado e febril, Crente que vai ser first lady.
E Jackie Kennedy? Também dava. Para Giovanni Agnelli, da Fiat, o ator William Holden, e Aristóteles Onassis já cercava a área. Forestier, o língua de trapo, conta tudo. |
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Autores:
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François Forestier |
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Editora:
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Objetiva |
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